terça-feira, 12 de outubro de 2021

Live no instagram da Revista Momento Diabetes sobre ciberativismo em diabetes

No dia 16 de setembro participei de uma live da Revista Momento Diabetes, com a Letícia Martins, para contar em primeira mão os resultados da minha pesquisa de mestrado sobre o ciberativismo em diabetes. Nessa live, conversamos sobre os achados a respeito de como estamos construindo nossas pautas e demandas políticas pela internet, em nossas páginas do Facebook e outras redes sociais, destacando os pontos já esperados (muitos posts sobre desabastecimento de insumos e medicamentos, por exemplo) e os surpreendentes (entre eles, a grande mobilização de pautas políticas durante o novembro azul do diabetes).

Convido todos a assistir nosso bate-papo, e deixar nos comentários sua opinião sobre como podemos melhorar nossa atuação política nas redes em defesa do SUS e dos nossos direitos, e da promoção da autonomia dos pacientes e usuários no seu autocuidado.

Para assistir ao bate-papo, acesse o seguinte link: https://bit.ly/3Av4vrL

 


 

sábado, 4 de setembro de 2021

Ciberativismo em diabetes: "lutamos por vidas, não por likes" ... nas redes sociais e na academia!


Nascida em São José dos Campos, terra da indústria aeronáutica brasileira, mudei-me em 1997 para São Paulo para cursar a Faculdade de Direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde me graduei em 2003.

Em 2008, comecei a atuar como advogada na área de saúde ao mover minha primeira ação judicial pessoal contra o SUS, seguida por demandas de outras pessoas com diabetes. Assim, por uma necessidade pessoal, tornei-me parte da judicialização da saúde. Acreditava e acredito nas ações judiciais como forma de controle social e de aperfeiçoamento do SUS. No entanto, algum tempo depois, percebi as limitações da estratégia, que favorece individualmente as partes integrantes dos processos judiciais. Para lutar pela conquista de direitos coletivos das pessoas com diabetes, era necessária uma mobilização social capaz de interferir de fato nas decisões do poder público.

Em 2013, transformei meu blog (deboraligieri.blogspot.com.br) num espaço de debate sobre a vida das pessoas com diabetes. No mesmo ano, na rede social Facebook, conheci outras blogueiras e percebi que não travava uma luta solitária (na vida ou na atividade política), que outras pessoas enfrentavam os mesmos desafios que encontrei ao longo da convivência com o diabetes e que também lutavam pela ampliação de direitos. Em 2014, criei outro blog, o Diabetes e Democracia (diabetesedemocracia.blogspot.com.br), voltado ao debate de políticas públicas e a mecanismos de participação social.

Ainda em 2013, comecei a frequentar a Rede HumanizaSUS (RHS) (redehumanizasus.net), rede social para debater políticas públicas de saúde ligada à Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. O contato com ideias de protagonismo e autonomia dos sujeitos e de valorização dos saberes práticos na construção do SUS, tão presentes nos debates da RHS, trouxe uma nova perspectiva do ciberativismo em saúde. Comecei a pensar nas páginas de internet dos diabéticos para além da troca de informações sobre a doença e seus respectivos cuidados. Essas páginas são espaços de participação social direta no SUS e de constituição de atores do controle social que têm a própria vida como instrumento de construção de políticas públicas. Estamos contribuindo para a defesa do SUS universal, integral e equânime? Conseguimos de fato criar um contexto sociopolítico favorável à conquista de direitos? Somos uma força de amplificação da voz dos usuários, de valorização dos saberes práticos como legítimos conhecimentos a partir da experiência com o processo saúde/doença? Essas e outras questões afetas à luta política por direitos precisavam ser investigadas, por seu potencial de dar visibilidade a novos tipos de participação social e ainda revelar constrangimentos sociopolíticos ocultos em sutilezas que, muitas vezes, tornam os usuários invisíveis no campo formal do conhecimento e na história da construção das políticas de saúde.

Com o apoio do amigo e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Rodrigues Teixeira, passei a ocupar os espaços acadêmicos da Saúde Coletiva com minhas experiências de usuária do SUS. Prontamente acolhida pela professora Marília Cristina Prado Louvison, que desde nosso primeiro encontro me convidou a assistir às suas aulas na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, tornei-me aluna especial em disciplinas da pós-graduação em saúde pública, que me conduziram ao desenvolvimento da pesquisa de mestrado "Ciberativismo em diabetes: "lutamos por vidas, não por likes"", pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública, da FSP-USP.

Este estudo foi um desafio (não é fácil conciliar o trabalho de pesquisa com os cuidados atinentes ao controle do diabetes tipo 1), mas também uma oportunidade de produzir novas visibilidades para atores sociais que emergiram com grande força no cenário da participação social no SUS. Com esta pesquisa, espero dar visibilidade aos saberes dos portadores de diabetes como legítimos conhecimentos em saúde que são, aproximando-os da academia, contribuindo para amplificar as vozes existentes e nem sempre ouvidas. Espero ainda que essa análise de nossas narrativas sirva de ferramenta de aperfeiçoamento das ações que promovemos no exercício do controle social, a partir de um melhor entendimento dos mecanismos e das forças operantes em nossa vida. E que nos ajude a compreender como nos constituímos como atores da saúde e como sujeitos de direitos e também na busca de novas possibilidades de vida e novas rotas de transformação da sociedade, para a defesa da saúde como direito humano.

A pesquisa se estrutura em quatro partes: (i) introdução, (ii) objetivos, (iii) material e métodos e (iv) resultados e discussão. Nos capítulos introdutórios, apresenta-se o estado da arte dos temas abordados no estudo acerca da relação entre democracia e participação social na saúde, da comunicação como ferramenta de ativismo político e da luta dos portadores de diabetes pelo reconhecimento e pela garantia do direito à saúde. Nos objetivos, arrolam-se os produtos esperados e buscados na pesquisa para dar visibilidade ao fenômeno do ciberativismo em diabetes como forma de participação social dos usuários do SUS na política pública de saúde. No capítulo sobre material e métodos, explicam-se os procedimentos adotados na construção do corpus de análise, constituído por textos de 60 páginas do Facebook administradas por diabéticos e seus familiares e amigos. Na última parte, apresentam-se dados quantitativos e qualitativos encontrados nessas páginas e se discutem os temas levantados nas postagens dos usuários relativos à sobrevivência e à produção do cuidado em saúde, à subjetividade e à produção de existências, e à política e à produção de demandas.

Praticamente todos os capítulos, especialmente na parte de resultados e discussão, são entremeados por minhas experiências de paciente e ciberativista em diabetes, fio condutor de minha trajetória acadêmica. Nesta pesquisa, minhas vivências com a doença servem de elo literário para abordar os temas tratados nas postagens, como realidade vivida e compartilhada com outros diabéticos. Esses dados de vida real enriquecem as discussões e explicitam minha dupla condição, de pesquisadora e sujeito de pesquisa. Mais do que investigadora implicada, apresento-me nesta dissertação em corpo vivo, em carne e sangue doce.

 A defesa do mestrado ocorreu no dia 16 de agosto de 2021, com banca composta pela Marília Louvison (minha orientadora), Ricardo Rodrigues Teixeira (FMUSP), Antonio de Pádua Pithon Cyrino (UNESP) e Marco Akerman (FSP-USP). Todos eles contribuíram com seu apoio de forma decisiva nesta construção, que também contou com a colaboração de muitos amigos de militância em defesa dos diabéticos e do SUS, e especialmente da minha família. A todos vocês, agradeço por estarem ao meu lado nessa trajetória de luta, na pesquisa e na vida! Essa pesquisa é de todos nós! 

Infelizmente não consegui incluir todos os amigos e companheir@s de luta nesse evento, por incapacidade da sala virtual. Por isso, compartilho o vídeo da defesa, com apresentação dos principais resultados da pesquisa, que está disponível no youtube, e pode ser acessado através do seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=Ftb_RSQDeTQ&t=3s

A dissertação - Ciberativismo em diabetes: "lutamos por vidas, não por likes" - está disponível para baixar no repositório de teses e dissertação da USP, acessível através do seguinte link: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-03092021-142231/pt-br.php

Encontram-se ainda disponíveis para acesso e uso como dados secundários o repositório dos 43.611 posts de usuários diabéticos (portadores, familiares e amigos) e o mapa do ciberativismo em diabetes, com a rede semântica produzida pelos softwares IRAMUTEQ e GEPHI:

Repositório de posts: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1AogE7CMc5hAw7Tnnb_2z4ZSGWyC0ZuKycr81mdmGkx0/edit#gid=0

Mapa do ciberativismo em diabetes (pra quem quiser brincar, é só buscar uma palavra e verificar a que outras palavras ela se associa): https://eduardo2s.github.io/diabetes/final/# 

Seguimos nossa luta - por direitos, não por likes!


 Imagens da defesa, gentilmente registradas pelas queridas companheiras da RHS Luciane Régio Martins e Patrícia Silva






Observação: parte deste post é uma adaptação do texto introdutório da dissertação - Ciberativismo em diabetes: "lutamos por vidas, não por likes".

Resumo: Introdução - No Brasil, a saúde é direito de todo cidadão e dever do Estado, cabendo-­ lhe atender às necessidades da população. Como construções sociais, as políticas de saúde são formuladas e reformuladas a partir de debates entre diversos atores sociais, que expressam seus interesses e demandas em espaços de discussão política. O ciberespaço se mostra uma nova arena participativa, sem as amarras das estruturas institucionais. O estudo se concentra no ciberativismo em diabetes. Objetivos - Analisar o ciberativismo em diabetes como uma forma de participação social dos usuários. Métodos - O estudo combina métodos quantitativos e qualitativos, a saber: (1) mapeamento e análise do perfil das páginas de diabetes no Facebook, (2) identificação das páginas administradas por usuários (diabéticos e seus familiares ou amigos), (3) extração do conteúdo das páginas de diabetes dos usuários entre 2014 e 2018, (4) análise de redes semânticas, (5) análise lexical e (6) análise temática. Resultados e discussão - Foram encontradas 146 páginas de diabetes, das quais 40,41% são administradas por usuários, cujas postagens constituem o corpus de análise, com 43.611 textos. Entre os 51.483 termos encontrados que formam o Mapa do Ciberativismo em Diabetes, os 15 mais frequentes são: diabetes, dia, vida, insulina, saber, bom, pessoa, diabético, ficar, bem, ano, hoje, tipo, tudo e saúde. Os termos mais relevantes (maior frequência e grau de conexão), cujos sentidos se compilam no Vocabulário do Ciberativismo em Diabetes, foram separados em três categorias e dimensões de análise: "sobrevivência e produção do cuidado", "subjetividade e produção de existências" e "política e produção de demandas". A análise das narrativas demonstra a correlação entre o modelo e as práticas de cuidado oferecidas aos diabéticos e a constituição de bioidentidades e biossociabilidades como forma de acesso a direitos, que se traduzem em demandas focadas nos conhecimentos biomédicos e dirigidas ao Estado. Conclusão - A internet favorece o protagonismo dos usuários na construção de demandas políticas em saúde, mostrando o ciberativismo em diabetes como forma de participação social qualificada por estruturas autonomamente organizadas na sociedade civil. Para traçar um panorama mais completo, é preciso investigar o fenômeno em todos os espaços virtuais.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Webinar Participação social no combate à COVID-19 - dia 30/07,às 10h

22º webinar Faculdade de Saúde Pública da USP olha para os desafios e aprendizados da luta pelo direito à saúde no contexto da pandemia
 
A disseminação do coronavírus no Brasil e o vertiginoso aumento do número de casos e de mortes vem exigindo a rápida atuação dos governantes para tentar minimizar os efeitos da evolução da pandemia de COVID-19 no país. Muitas decisões vem sendo tomadas para a implementação de soluções através de iniciativas públicas e privadas, com pouca ou nenhuma oportunidade de escuta da população. 
 
Com o isolamento social, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, coletivos e até mesmo os conselhos de saúde são impelidos a criar e ocupar novos espaços de participação social para mobilizar suas lutas em busca do acesso a serviços, atendimentos e tratamentos para garantir a sobrevivência como direito universal. 
 
No webinar “Participação social no combate à COVID-19: desafios e aprendizados da luta política pelo direito à saúde no contexto da pandemia”, organizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, que ocorre no dia 30/07/20, a partir das 10h, com transmissão pelo youtube, vamos debater a reconfiguração dos espaços de luta política e a reconstituição dos atores sociais da saúde, a partir da interface com as mídias digitais, frente às adversidades e obstáculos à participação da comunidade na construção de soluções para o combate à COVID-19.

 
22º webinar FSP-USP – “Participação social no combate à COVID-19: desafios e aprendizados da luta política pelo direito à saúde no contexto da pandemia”

DATA: 30 de julho de 2020

HORÁRIO: das 10h às 12h00

ONDE: canal do youtube da FSP-USP - https://bit.ly/3076yTX


Palestrantes:

Leandro Valquer Justino de Oliveira – Membro do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo

Luciana Melo Nunes Lopes – Diretora Executiva da Universidades Aliadas por Medicamentos Essenciais (UAEM BR)

Hugo Fanton Ribeiro da Silva – Militante da Central de Movimentos Populares e pesquisador do Cenedic/FFLCH-USP

Flavia Anunciação do Nascimento – Membro do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep)

 
Debatedora:

Débora Aligieri – advogada, blogueira e ativista em saúde (blog Diabetes e Democracia)

 
Mediação:

Marília Cristina Prado Louvison – professora da Faculdade de Saúde Pública da USP
 
 
  
Saiba mais no site da FSP-USP

terça-feira, 14 de julho de 2020

Live sobre participação social em diabetes e Conferências de Saúde

Dia 15/07/20, às 19h00, no perfil do instagram da hiankadm1, vai rolar uma live sobre participação social em saúde e diabetes, em que a jornalista e ciberativista em diabetes Sheila Vasconcellos vai contar um pouco pra gente sua experiência na última Conferência Nacional de Saúde (2019), e como as Conferências de Saúde se relacionam com a política pública de saúde direcionada às pessoas com diabetes no Brasil.
  
Na live sobre participação social anterior, eu e a Hianka conversamos sobre o ciberativismo em diabetes, uma forma de participação social não institucional. Dando seguimento ao debate sobre como nós, usuários do SUS com diabetes, podemos influenciar as ações e programas de saúde, agora vamos debater a participação social institucional através das Conferências de Saúde.

As Conferências Nacionais de Saúde (CNS) acontecem no Brasil desde em 1941 (veja linha do tempo das Conferências aqui: https://conselho.saude.gov.br/16cns/), mas até 1986 apenas deputados, senadores e autoridades sanitárias participavam dos encontros. Somente a partir da 8ª Conferência Nacional de Saúde é que a população teve direito de participação nas Conferências. Também foi na 8ª CNS em que se discutiu a saúde como direito de toda pessoa no Brasil e obrigação do Estado, assim reconhecidos na Constituição Federal de 1988.

A Constituição Federal também estabeleceu a participação da comunidade como uma das diretrizes do SUS, sendo os Conselhos e Conferências de Saúde os órgãos institucionais de gestão e organização do sistema público de saúde, regulamentados pela Lei nº 8.142/90.

Mas o que as Conferências (Municipais, Estaduais e Nacional) de Saúde tem a ver com o direito à saúde das pessoas com diabetes? Quem pode participar desses encontros, e quando eles acontecem? Como sabemos da realização das Conferências, existe alguma divulgação? São encontros presenciais? E onde eles ocorrem? Quem organiza esses encontros? Como as ações, serviços e programas de saúde disponíveis no SUS (para diabetes e outras condições de saúde) se relacionam com as Conferências de Saúde? Assista a live com a Sheila Vasconcellos e descubra!




Se você perdeu a live em que eu e a Hianka debatemos o ciberativismo em diabetes, assista aqui: https://bit.ly/2WjI877

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Webinar 25/06 às 14h - Cuidando da Diabetes na pandemia

A Diretoria da Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo convida todas e todos para assistirem ao Webinar "Cuidando da Diabetes na pandemia: desafios e oportunidades na atenção básica", que será realizado dia 25/06 (quinta-feira), às 14h, e transmitido ao vivo (live) pelo Facebook da iniciativa Cuidando do Seu Coração.

Contaremos com a mediação do ator José Loreto, pessoa com diabetes tipo 1 e parceiro da SMS-SP nesta iniciativa. Ao seu lado estarão as especialistas Dra. Karla Melo (PhD FMUSP e Coordenadora de Saúde Pública da Sociedade Brasileira de DIabetes - SBD) e Gabriela Cavicchioli (Coordenadora do Departamento de Enfermagem da SBD e Enfermeira do IBTED).

Os principais objetivos do webinar são:

1. Discutir os impactos da pandemia no cuidado à diabetes e as ações indicadas para mitigar os efeitos causados pelo coronavírus (covid-19) nessa população de risco.

2. Promover conteúdos e informações de utilidade pública e com base em evidências, para melhoria do cuidado aos pacientes com diabetes, e responder perguntas dos interessados.

Este webinar é o terceiro de uma série de webinários e demais ações que fazem parte de uma estratégia mais ampla da Diretoria da Atenção Básica para o enfrentamento das DCNT no atual contexto da COVID-19, chamada CUIDANDO DE TODOS CONTRA O CORONAVÍRUS, sendo que tal estratégia está vinculada ao novo protocolo clínico e linha de cuidado "Cuidando de Todos: DCNT na APS do MSP", que já está sendo implementado na rede de atenção à saúde da capital.

Para conferir os demais webinários realizados e outros materiais de apoio, acesse a página da Atenção Básica (AT DCNT) no site da Prefeitura < https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/atencao_basica/index.php?p=292447 >

Esperamos que, assim como nos anteriores, este webinar e as demais ações da estratégia possam colaborar com o serviço da atenção básica, com a orientação aos profissionais da saúde nos territórios e com a divulgação de informações relevantes para a população em geral.

 


Fonte: Diretoria da Atenção Básica - Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo
Apoio: Iniciativa Cuidando do Seu Coração

domingo, 14 de junho de 2020

Live sobre ciberativismo em diabetes e participação social no SUS, 17/06, às 19h30

É com grande alegria que convido todas as pessoas interessadas na atuação política dos usuários do SUS em defesa do fortalecimento do sistema público de saúde para este bate-papo que farei com a ciberativista Hianka Reis do Diário do Diabetes*, que compartilha comigo o diagnóstico de diabetes tipo 1 (ela desde 1997, e eu desde 1986) e a paixão pela participação social nas políticas públicas de saúde. Uma discussão bastante oportuna neste momento em que inúmeras medidas para enfrentamento da pandemia da COVID-19 vem sendo tomadas à revelia da escuta e do diálogo com a população!

Conheci a Hianka nas redes sociais, nosso espaço de luta em defesa dos direitos das pessoas com diabetes, e a partir do nosso encontro presencial no último piquenique azul em novembro de 2019 (a foto da arte do convite foi tirada nesse dia) começamos a conversar sobre como tornar mais acessível à população em geral o que é participação social e como os usuários podem se aproximar da discussão sobre as políticas destinadas à melhoria de sua qualidade de vida.

Uma dessas formas é o compartilhamento de experiências de atuação política, como é o caso do ciberativismo, objeto do minha pesquisa de mestrado** na Faculdade de Saúde Pública da USP, sob orientação da Profª. Marília Louvison. E é sobre o ciberativismo em diabetes e também sobre o que é participação social no SUS que conversaremos nessa live na próxima quarta-feira. 

Vai ser uma alegria ter a sua companhia nesse bate-papo com a gente!


Live: Ciberativismo em diabetes e a participação social na saúde através das mídias digitais

Data: 17/06/20
Horário: 19h30
Local: perfis do instagram @hiankadm1 & @debora_aligieri (https://www.instagram.com/hiankadm1/ e https://www.instagram.com/debora_aligieri/)





*Pra seguir a Hianka DM1 nas redes sociais:


**Pra conhecer melhor a minha pesquisa sobre o ciberativismo em diabetes:

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Nota do CMS-SP sobre uso da cloroquina e hidroxicloroquina em casos leves de COVID-19

Compartilho neste post Nota Técnica elaborada pelo Conselho Municipal de Saúde de São Paulo em função da mudança do protocolo do Ministério da Saúde para tratamento da COVID-19, com indicação de uso de cloroquina e hidroxicloroquina em casos leves. 
 
A nota, acessível aqui, revela uma preocupação muito pertinente com o uso indiscriminado da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratamento da COVID-19, sem evidências científicas que corroborem sua eficácia para esta doença, e sem discussão com a sociedade. É sempre bom lembrar que é diretriz constitucional do SUS a participação da comunidade na elaboração da política pública de saúde, o que infelizmente vem sendo ignorado nas decisões tomadas a título de combate da COVID-19 em inúmeras instâncias governamentais. E considerando ainda que existem evidências científicas sobre os graves efeitos colaterais desses medicamentos, incluindo arritmias cardíacas e infarto, não se trata de uma questão menor. A nota visa proteger a saúde dos paulistanos contra a iatrogenia medicamentosa, quando um tratamento além de não ter garantia de melhoria ainda pode promover a piora do estado de saúde da pessoa, e neste caso até mesmo a morte. 
 
O SUS é nosso, e temos que usar todas as ferramentas disponíveis para o exercício do controle social, e o CMS-SP é um dos espaços da participação popular na construção da política pública de saúde!
 

 
 
NOTA TÉCNICA DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO
 
O Conselho Municipal de Saúde de São Paulo, em sua 3ª Reunião Plenária Extraordinária realizada em 28 de maio de 2020, no cumprimento da Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, Art 1º, parágrafo 2º e no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 12.546 de 07 de janeiro de 1998, regulamentada pelo Decreto nº 53.990 de 13 de junho de 2013;
 
No cumprimento à Constituição da República Federativa do Brasil, do Título VIII, Capítulo II, Seção II – Da Saúde, a Lei nº 8080 de 19 de setembro de 1990, a Lei nº 8142 de 28 de dezembro de 1990 e o Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011 e a Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012;
 
I. Considerando o protocolo com instruções para uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive em caso leves da Covid-19, divulgado pelo Ministério da Saúde.
 
II. Considerando que estas substâncias, a exemplo de tantas outras, são medicações em estudo em vários países do mundo, num esforço da ciência na busca de um tratamento eficaz para superar a Covid-19.
 
III. Considerando que os estudos publicados no mundo inteiro não mostram evidências cientificas que revelem eficácia e revelaram efeitos colaterais, particularmente na área cardiológica.
 
IV. Considerando que as Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da Covid-19 - consenso da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - não recomendam a utilização de Hidroxicloroquina ou cloroquina de rotina no tratamento da COVID-19.
 
V. Considerando que a nota técnica (protocolo) do Ministério da Saúde não foi assinada por nenhum responsável técnico e que a Sociedade Brasileira de Infectologia, em nota técnica, deixa claro que a adoção dessa substância “não apenas carece de evidência cientifica como é perigosa, pois, tomou um aspecto político inesperado”.
 
VI. Considerando que, em 25 de maio de 2020, a Organização Mundial da Saúde
(OMS) anunciou a interrupção do uso da cloroquina e hidroxicloroquina em testes para tratamento contra a Covid-19, em razão de estudo publicado pela revista científica Lancet, que envolveu mais de 96 mil pessoas e mostrou que não só não há benefícios no uso desses medicamentos contra o vírus SARS-CoV- 2 como há um risco aumentado de morte para os pacientes.
 
VII. Considerando que, para fazerem uso desse medicamento, os pacientes necessitam assinar o Termo de Ciência e Consentimento, e que esse documento
firmado em um momento de desespero dos familiares ou o próprio paciente, que não possui o devido conhecimento técnico pode colocá-lo em risco, atribuindo a responsabilidade ao paciente.
 
VIII. Considerando que salvar vidas é a principal preocupação dos profissionais de saúde. Deve-se levar em conta, as situações de emergência e confusão mental do paciente e seus familiares, não constituem o ambiente adequado para a compreensão e assinatura do Termo de Ciência e Consentimento, documento que requer calma e tempo para que os profissionais expliquem com detalhes: os
efeitos colaterais e maléficos, a falta de comprovação cientifica, os riscos relacionados às doenças pré existentes, os efeitos de toxicidade no uso infantil (Cloroquina), orientações que devem ser associadas a uma anamnese detalhada, a realização de exames físicos e complementares e acompanhadas por outras informações.
 
IX. Considerando que comprar medicamentos que não têm eficácia comprovada é jogar dinheiro público no lixo e na bolsa do fabricante desse produto que, coincidentemente, apoiou o atual presidente na eleição de 2018, constitui um escárnio do ponto de vista científico e administrativo.
 
X. Considerando que o uso político da hidroxicloroquina e cloroquina por apoiadores de grupo político identificado tipicamente com ideologia que prega a eugenia e necropolitica.
 
Diante dessa ignomínia, o Conselho Municipal de Saúde de São Paulo vem a público repudiar essa medida e afirmar que não aceita que os brasileiros sejam enganados, por um governo irresponsável e genocida, que coloca suas vidas em risco, caso façam uso de uma medicação já banida em diversos países.
 
São Paulo, 28 de maio de 2020
 
CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO

domingo, 17 de maio de 2020

Manifesto Leitos Para Todos + Vidas Iguais

Com a chegada da pandemia da COVID-19 e a preocupação com o iminente colapso do sistema de saúde brasileiro, as campanhas Vidas Iguais e Leitos Para Todos surgiram em diferentes estados (Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco) com um mesmo objetivo: mobilizar a sociedade e pressionar as instâncias do poder público para garantir o acesso universal e igualitário a todos os pacientes com casos graves da doença que necessitem de leitos de internação e terapia intensiva através do Sistema Único de Saúde (SUS).

A campanha Vidas Iguais foi lançada por juristas da USP e PUC-SP - Pedro Serrano, Walfrido Warde, Gilberto Bercovici, Rafael Valim, Thayná Yaredy e Juliana Serrano. Assumiram também, logo no início, o lançamento e divulgação da campanha Vidas Iguais, a Mandata da deputada Estadual Isa Penna e a liderança do MTST Guilherme Boulos. As principais reivindicações são que o poder público e o SUS assumam integralmente a gestão de hospitais e leitos privados hoje disponíveis para planos de saúde mediante ressarcimento e organizem o acesso a leitos de internação e UTI de forma universal, através de uma fila única. Medidas similares tem sido adotada em diversos países como Espanha, Irlanda e Itália e recomendadas por estudos científicos. A desigualdade estrutural do sistema de saúde brasileiro faz com que hoje exista uma maior disponibilidade de leitos para clientes de convênios do que para o SUS. Isso gera uma situação de discriminação no acesso de acordo com a capacidade de pagamento, favorecendo os mais ricos.

A campanha Leitos Para Todos foi lançada por um grupo de profissionais de saúde, sanitaristas e ativistas do Rio de Janeiro. Além da requisição dos leitos privados e da organização do acesso de forma universal, defende-se que isso seja feito baseando-se em critérios clínicos, aos moldes das filas de transplantes já organizadas pelo SUS, e que seja regulado pelas secretarias estaduais de saúde.

A medida se mostra urgente quando analisamos a situação em alguns Estados e Municípios, como é o caso da cidade de São Paulo onde, segundo o boletim diário de 16 de maio de 2020, a taxa de ocupação dos leitos de UTI nos hospitais municipais corresponde a 89%.
  
Na última reunião online do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo (CMSSP), ocorrida em 14.05.2020, foi aprovada por maioria resolução de apoio ao Projeto de Lei nº 2176/20, do Deputado Federal Orlando Silva - PCdoB-SP (veja o inteiro teor da proposta aqui e acompanhe a tramitação na Câmara dos Deputados aqui), que cria a fila única para leitos hospitalares de UTI, unificando a regulação do acesso aos leitos de UTI da rede hospitalar pública e privada, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

É necessário esclarecer que gestão das filas de UTI não é o mesmo que parceria para uso das unidades de terapia intensiva da rede privada, pois neste último caso a gestão dos leitos é privada, ou seja, são os hospitais privados que decidem a quantidade e as condições de uso dos leitos pelo serviço público, como vem ocorrendo nos contratos de parceria estabelecidos entre o Município de São Paulo e alguns hospitais privados. Questionado sobre o assunto na reunião do CMSSP de 14.05.20, o Secretário Municipal de Saúde de São Paulo não mostrou qualquer indício de que o Município implementaria a gestão pública dos leitos de UTI da rede privada. 

Por isso precisamos pressionar!

Acesse o manifesto Leitos Para Todos + Vidas Iguais através do seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe_JGVuXVU75Tt3A9gxDEhYp66ajvxWnwthPyB33V7QNhdqdA/viewform

Para assinar o manifesto Leitos Para Todos + Vidas Iguais, acesse este link: https://www.vidasiguais.com.br/?fbclid=IwAR03mvGh3W0_W2-oiqoOCMjk6I-zIHdLM6gcxJ7vseotXihRUoeBSBf69co



Imagem obtida a partir de print do site do manifesto

Acesse os boletins diários e demais dados e informações sobre a COVID-19 no Município de São Paulo: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/coronavirus/index.php?p=295572

Assista ao lançamento do Manifesto Leitos para Todos transmitido pelo canal do youtube da Rede Unida:


 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Locais de vacinação contra influenza no território da STS Santa Cecília - São Paulo/SP

No dia 23 de março começou a vacinação contra a gripe (influenza), em todo o município de São Paulo. A campanha é destinada para grupo prioritários, e o cronograma vem sendo desenvolvido conforme as seguintes etapas:

1° etapa - 23/03 - Idosos (60 e + anos) e trabalhador da saúde. Forças de segurança e salvamento;

2° etapa - 16/04 - portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional.
 
3° etapa - 09/05 - Professores de escolas públicas e privadas, crianças ( 6 meses a menores de 6 anos), gestantes, puérperas, povos indígenas, adultos de 55 a 59 anos de idade, pessoa com deficiência.


A vacina está disponível em todas as salas de vacina das unidades básicas de saúde do município de São Paulo. Encontre aqui a unidade mais próxima de sua residência.

Foram ainda montados postos de vacinação em escolas do município. Encontre aqui a escola mais próxima da sua residência.

 
A partir do dias 14/04/2020, a vacinação também está ocorrendo em algumas drogarias da cidade. Encontre aqui a drogaria mais próxima de você.

No território da Supervisão Técnica da Santa Cecília (unidades de saúde compreendidas na Prefeitura Regional Sé, distritos administrativos Bom Retiro, Consolação e Santa Cecília), além das unidades básicas de saúde e escolas municipais, a vacinação ocorrerá nos seguintes locais:

- BIG SUPERMERCADO - 20/04/2020 - DAS 8H30 ÀS 15H30 - RUA JAMES HOLLAND, 668, BARRA FUNDA;

 
- DROGARIA SÃO PAULO - DE 22/04 À 24/04/2020 - DAS 9H ÀS17H - AV. ANGELICA, 1465;

- DROGARIA EXTRAFARMA - 22/04 À 24/04 - DAS 9H ÀS 17H - RUA DONA VERIDIANA, 390;

- SUPERMERCADO EXTRA - 22 E 23/04 - DAS 9H30 ÀS 15H30 - AV. GENERAL OLIMPIO DA SILVEIRA, 414, BARRA FUNDA;
 
- PAROQUIA SÃO GERALDO, LARGO PADRE PÉRICLES - 24/04 - DAS 9H30 ÀS 11H30 - BARRA FUNDA



Algumas unidades de saúde também montaram um sistema de vacinação drive thru, em que os idosos podem ser vacinados dentro do carro. Confira abaixo a relação de postos de vacinação Drive Thru por CRS:


Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Norte

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sudeste

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Oeste

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Leste

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sul

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Centro



 Texto da amiga e vizinha Marisa, que recebeu a vacinação em casa por ser uma usuária de alto risco


Fonte: site da SMS-SP e José Renaldo de Almeida Neto (Supervisão Técnica de Saúde Santa Cecília)

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Campanha de vacinação contra influenza 2020 em SP: posto instalado no BIG (antigo Walmart), na Barra Funda

No dia 23 de março começou a vacinação contra a gripe (influenza), em todo o município de São Paulo. A campanha é destinada para grupo prioritários. Inicialmente será destinada para idosos e profissionais da saúde, e será disponibilizada, gradativamente, para os demais grupos prioritários.

A vacina está disponível em todas as salas de vacina das unidades de saúde do município de São Paulo. Encontre aqui a unidade mais próxima de sua residência.

Algumas unidades de saúde também montaram um sistema de vacinação drive thru, em que os idosos podem ser vacinados dentro do carro. Confira abaixo a relação de postos de vacinação Drive Thru por Coordenadoria Regional de Saúde:

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Norte

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sudeste

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Oeste

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Leste

Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sul

 
No centro da cidade, na Barra Funda, foi instalado um posto de vacinação no estacionamento do BIG (antigo Walmart), onde o movimento está bastante tranquilo (o que favorece na prevenção da COVID-19), localizado na Rua James Holland, 668. O posto está do lado do chaveiro (descendo a rampa do estacionamento, ao lado direito) e funcionará até o dia 20/04/20 (a princípio, vai depender do fluxo de movimento), das 10h às 16h.
 
Até o dia 15/04, a vacinação está destinada exclusivamente para idosos e profissionais de saúde, de limpeza, bombeiros e policiais civis. A partir do dia 16, o cronograma seguirá conforme as seguintes etapas:
 
1° etapa - 23/03 - Idosos (60 e + anos) e trabalhador da saúde. Forças de segurança e salvamento (30/03)
 
2° etapa - 16/04 - portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional.
 
3° etapa - 09/05 - Professores de escolas públicas e privadas, crianças ( 6 meses a menores de 6 anos), gestantes, puérperas, povos indígenas, adultos de 55 a 59 anos de idade, pessoa com deficiência.
 






A vacinação da Influenza não protege contra o coronavírus, mas vai auxiliar os profissionais de saúde no diagnóstico para a Covid 19, ao descartarem os vários tipos de gripe na triagem da população vacinada.

A influenza é uma doença infecciosa febril aguda com maior risco de complicações em alguns grupos vulneráveis e evoluir para formas mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e até a morte, motivo pelo qual a vacina será oferecida inicialmente para idosos e profissionais da saúde, e será disponibilizada, gradativamente para os demais grupos de maior vulnerabilidade.
 
Fonte: site da SMS-SP e Maria Helena Lima (Supervisão Técnica de Saúde Santa Cecília), autora das imagens do post.